sexta-feira, 17 de abril de 2009

A Dor de Crescer.

Eu lembro de quando eu era criança, de querer ser logo adulta. De querer aquela vida agitada, pertubada, me parecia a coisa mais legal do mundo.
A simplicidade de ser criança, de não ter uma preocupação, de não ter nada pra pensar além da escola e das brincadeiras. Eu lembro de ter planos perfeitos pra minha idade adulta, de anotar tudo o que eu pensava, das idéias mirabolantes que eu tinha na minha cabeça.
Eu não queria ser como a minha mãe, sempre triste num casamento infeliz, com dois filhos pra criar, um trabalho que não gostava em uma cidade de algumas poucas pessoas, não queria ser como o meu pai, sempre ausente, sem ver os filhos crescerem, e sempre que chegava em casa, a gente corria pra receber o presente que tinha pra ganhar dele.
(Não leve a minha família a mal, hoje em dia nós somos aquele tipo perfeito-imperfeito de felizes)
Eu lembro de querer uma família feliz, com muitos filhos e um amor perfeito pra amar. Ser feliz no quer que fosse que eu fizesse.
A maior decepção de ser um adulto é quando se falha. Nenhum plano saiu como planejado. Eu vejo minha vida agora em um certo tipo de HOLD, com meus pensamentos sempre "mês que eu faço isso" "semestre que vem eu faço aquilo" "depois eu preciso falar isso" e coisas do tipo.
Supostamente eu me formo esse ano, em algo que supostamente é pra me fazer feliz.
Eu não lembro exatamente quando a minha vida ficou tão cansativa, tão bagunçada como está agora. Eu não me lembro quando eu comecei a olhar no espelho e pensar que eu esstou feia. Eu não me lembro de quando eu fiquei tão cansada sem nem ter levantado da cama.
Quando a gente cresce responsabilidades surgem sem você pedir, problemas aparecem assim, num piscar de olhos. As pessoas deixam de ser interessantes numa simples frase.

Eu ainda não achei meu amor da vida toda, aquele que um dia eu vou acordar num quarto branco, com cortinas brancas, cabelos ao vento, os dois nus e rindo a toa. Eu ainda não tive a minha penca de filhos (obviamente). Eu ainda não sou feliz com o que eu faço.
Eu só espero que esse ainda não fique por aqui muito tempo.



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Now playing: Albert Hammond Jr. - Hard To Live (In The City)
via FoxyTunes

sexta-feira, 13 de março de 2009


Estou fadada a saudade. Isso é um fato e eu já me acostumei.
Mas organizar a minha viagem tem me feito lembrar de todos os lugares que eu quero ir, as pessoas que eu quero ver, os caminhos que eu tenho que fazer, as fotos que eu quero tirar, as comidas que eu quero comer.
É uma sensação estranha no peito. De ansiedade, felicidade, medo, emoção e saudade misturadas dentro do meu peito.
Mais engraçado, sou eu, dork, escrevendo no meu jornal o que eu tenho que falar pras pessoas, os lugares que eu não posso de maneeeeira alguma esquecer de ir.
Faltam longos 49 dias, rápidos 49 dias. Porque eu sei que eles vão ser longos, mas quando chegar na hora, vai ter passado como um furacão.
E pra completar, a noite passada eu tive o sonho mais real dos últimos tempos, e quando eu acordei e olhei pro lado, percebi que ele não estava aqui. ;~~
Essa é uma saudade que ainda vai demorar mais pra virar emoção dentro do peito.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Nem sempre sua cabeça precisa estar acima do seu coração.


1) eu acredito que uma mente aberta seja o caminho para uma vida feliz.
2) eu acredito que todas as pessoas tem o seu valor.
3) eu acredito que nosso trabalho como seres humanos é achar o valor da vida, não interessa o tempo investido.
4) eu acredito que música salva nossas almas mortais.
5) eu acredito que livros podem ser sexys.
6) eu acredito que uma mente inteligente é a maior arma que alguém possa ter.
7) eu acredito que crianças deveriam ser vistas e ouvidas.
8) eu acredito que "eu te amo" é dito muito, mas não é o suficiente.
9) eu acredito que eu possa me apaixonar por quase todo mundo. quase.
10) eu acredito em imperfeições perfeitas.
11) eu acredito que o dia em que eu parar de aprender, é o dia da minha morte.
12) eu acredito que a gente nunca se torna o que espera, mas tudo bem.
13) eu acredito que um abraço é muito mais poderoso do que palavras.
14) eu acredito que você aprende muito mais sobre as pessoas com as coisas que não foram ditas.
15) eu acredito que muitas coisas são deixadas pra lá.
16) eu acredito que mesmo acreditando em tudo isso, eu preciso ser lembrada de tudo diariamente.

eu ando lendo muito sobre o idealismo...

domingo, 8 de março de 2009

Compre 1. Leve 2.


Parte 1.

Eu sou adepta daquele velho clichê "Todo dia é dia das mães. É dia dos pais. Da avó. Do avô. Da tia. Do papagaio. Periquito azul da crista laranja. E blá bla blá."

Ser mulher é uma tarefa díficil. Não digo só das tpms e carregar filho na barriga. Eu digo de lutar todo dia pra mostrar que vócê é tão capaz de cumprir a tarefa do seu colega de trabalho. De acordar todo dia as 5e30 da manhã, dar café pras crianças, arrumar as crianças, separar a roupa do marido, levar as crianças no colégio, ir pro trabalho, fazer a feira, buscar as crianças, levar pra natação, das ordens pra empregada, buscar as crianças de novo, e todo mundo sabe isso de cor e saltiado.

Eu acho que ter um dia especial só pra mostrar isso, um trabalho que deveria ser reconhecido todos os dias, é baboseira. Desculpa pro comércio ganhar dinheiro e pro marido levar a mulher num restaurante bom.

É lógico que eu, menina formosa, devo muito respeita àquelas que foram queimadas numa fábrica porque estavam trancafiadas para ter que trabalhar mais, ou ainda àquelas que queimaram seus amados sutiãs, colocaram calças compridas (isso eu não concordo okay? eu podia viver de saia todos os dias. Mas tudo bem, eu reconheço.).

Mas nunca esqueça o velho clichê, todo dia é dia das mulheres, das mães, e do periquito azul de crista laranja. E demontre o seu respeito por esse ser que veio de marte.



Parte 2.
Grande parte da minha depressão (okay eu não estou depressiva, mas eu sou drama queen), é porque eu estou brava. Brava todos os dias. Da hora que eu acordo a hora que eu vou dormir. Por não fazer o que eu gosto. Por não ter a coragem de ir atrás do que eu gosto. Porque a pessoa que eu confio muda de assunto quando eu tento desabafar. Porque o menino que eu gosto mora do outro lado do continente. Porque eu nunca recebi o pedido de desculpa. Porque todos os dias eu penso em desistir. Porque eu ando com a minha cabeça baixa. Porque eu não tenho vontade de sorrir.

Mas eu tenho coisas boas na minha vida. Amigas que me fazem rir. Amigo que tenta me convencer a alargar minha orelha em casa. Outro que quer desafogar as mágoas afogadas. Risadas e cumplicidade pela web em plena madrugada. Uma viagem pra me lembrar de algumas coisas importantes que eu aprendi na vida. E por essas coisas boas eu vou tentar deixar um pouco a braveza de lado, e viver de acordo com esse post: http://www.fotolog.com/dhe/44681747

Eu sei que a gente é o que reflete. E ultimamente eu tenho sido um péssimo espelho. Eu estou cansada de reclamar e cansada de esperar que tudo seja do meu jeito. Então amanhã eu vou acordar um pouco menos brava, e um pouco mais agradecida das coisas que eu tenho.

Mas a nuvem negra ainda está aqui, e vai demorar um pouco pra ir. Mas a gente já está se despedindo.
-Eu preciso de um caderninho pra anotar meus pensamentos. Porque eu penso tanto nas coisas que que eu quero colocar aqui, e quando eu chego aqui, a, vamos coisas já se foram. Mas vamos lá, vamos tentar.

As vezes eu me acho patética, por achar soluções na minha vida assistindo um seriado dramático que me faz chorar mais que qualquer coisa. E por isso essa semana eu engoli o seriado, esperando que a cada 40 minutos uma nova brilhante conclusão surgisse. E olha que várias surgiram.
Depois de um tempo, que você se acostuma com a dor. E eu não estou falando da dor dos últimos meses não. Eu estou falando de todas as dores da vida. Você se agarra a qualquer coisa que te dê um motivo pra pensar, dar valor aos pequenos conselhos, mesmo que sejam os dos atores na série de drama.
Eu não sou de falar da minha vida pras pessoas. O que elas escutam de mim são conselhos e coisas bobas que acontecem ao meu redor. O meu "drama" é um escape, pra figir que eu desabafo e confio. Fingir pra mim mesma. Eu tenho problemas com a confiança. E geralmente, quando eu vou confiar meus segredos, a pessoa vem e estraga tudo.
Eu tenho medo que um dia eu exploda. Eu imagino na minha cabeça, súper fértil, que um dia eu vou explodir e tudo o que vai sair de mim são as palavras que eu nunca consegui falar.
A minha vida tem coisas boas. Aliás, muito mais coisas boas do que ruins, tristes e avassaladoras. Mas de alguma maneira as pequenas ruins, tristes e avassaladoras vem nos momentos mais estranhos, e levam pedaços de mim, me deixando assim. Louca.
Ultimamente eu tenho andado com uma núvem negra na cabeça. E eu não quero que ela vá embora

quarta-feira, 4 de março de 2009


Eu estava aqui. Esperando as coisas ao meu redor mudarem.
Meus quilos sumirem sozinhos. Meu coração se emendar sozinho. Minha decepção sumir. Minha faculdade terminar hoje. O emprego dos sonhos aparecer. O telefone tocar.
Nada disso acontece se eu não me mover. E até agora eu estava deitada na minha cama. Olhando pro teto.
Agora eu levantei.
Tchau.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

A máscara caiu.


Hoje meu amor pequeno me disse que eu não sou mais a mesma. Que eu não rio. Que eu não sou mais divertida como antes.
Eu estou cansada na verdade. Cansada de segurar a máscara por tanto tempo.
Eu fui magoada. Algumas vezes. E nunca recebi um pedido de desculpas. É como se tudo o que acontecer fosse bem normal. E eu sou a errada em insistir pensar em tudo isso.
Eu estou cansada, porque eu sou chamada de dramática. Estou cansada porque eu nunca fui de chorar, e ultimamente eu não tenho mais lágrimas dentro de mim.
Tudo o que eu queria era gritar, e falar na cara das pessoas tudo o que está podre aqui dentro de mim.
Mas eu não tenho o direito de acabar com a felicidade de ninguém.
Tem dias que eu fico triste, pensando que eles têm a razão. Eu sou mesmo muito dramática. Eu penso muito. Eu remôo as coisas.
Tá aí uma coisa que as pessoas deveriam aprender sobre mim: Eu não sei esquecer o que aconteceu comigo. Nem as coisas boas, muito menos as ruins.
Tem dias que eu nem quero sair da cama. Eu não quero ver as pessoas, eu não quero pensar. Eu não quero lembrar que EU sou dramática, que EU penso demais, que EU EU EU...
Existem duas pessoas que eu magoei, e olha que eu não fui 100% errada na história. Eu estava defendendo minha melhor amiiiiga, e eles fizeram a coisa errada. Mas com tudo o que vem acontecendo, eu pedi desculpas, do meu jeito lógico, porque eu sei, que toda vez que a gente troca um olhar, eles lembram do que aconteceu há dois anos.
Eu não sei o que anda acontecendo. Eu não sei porque os últimos três meses tem sido tão dificeis e chatos pra mim. Eu não sei o que fazer.
Eu não sei como voltar a rir e a sentir a alegria que existia dentro de mim. Eu não sei como voltar a ser a verdadeira Flávia que amava a todos.
Eu amo as pessoas que me magoaram tanto, mas tanto, que nada nunca vai conseguir destruir as nossas amizades. Mas a casda oportunidade que eu tenho, eu os lembro do que aconteceu. E eu não quero mais ser assim.
Eu preciso de um pedido de desculpa. Eu preciso saber que tudo vai ficar bem. Eu preciso saber que o meu sorriso vai voltar. Eu preciso saber que a minha felicidade é real, e não uma máscara que eu carrego a todo canto que eu vou.
Eu preciso de mim.



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